domingo, 20 de dezembro de 2009
É tempo de Natal
Escrevo porque o Natal já vai chegar e o Natal me faz pensar. Então fui à estante e separei alguns contos de Natal que eu sempre leio nesta época do ano. Eu li a Ana Maria Machado, o Cândido de Alencar Machado, a Ângela Lago, a Flávia Savary. Daí eu fiquei pensando no que eu gostaria de receber de presente neste ano. Não sei se é bobagem, mas nestes tempos em que parece que o mundo perdeu o eixo, achei que seria sensato querer o impossível e abstrato: Eu iria querer mais tempo!
Eu gostaria de ganhar mais horas nos meus dias e pensei que talvez eu pudesse gastar estas horas simplesmente desfrutando. Eu pensei que talvez pudesse estar mais atenta e não deixasse passar tão depressa os momentos mais felizes.
Eu escreveria mais e mais poesia. Eu leria mais e mais. E, quem sabe, assim, sem nenhuma pretensão, eu desenhasse e colorisse.
Eu dançaria de braços abertos e cantaria sem me preocupar com lá, com ré, nem fá, nem nada. Eu sentiria o cheiro do capim e da chuva na terra da praça.
Eu saborearia vagarosamente maçãs com canela e nozes e castanhas e passas e rabanadas.
Eu seria gentil o tempo todo. Eu simplesmente acreditaria. Eu dividiria e consolaria. Eu riria e gargalharia. E seria bom, muito bom...
É porque eu gosto de futuro de pretérito. Ele me faz imaginar possibilidades improváveis. Mas é Natal e Natal é tempo de presente. Então eu desejo a vocês, no presente,
muitos dias cheios de poesia!
Cristina Villaça
Eu gostaria de ganhar mais horas nos meus dias e pensei que talvez eu pudesse gastar estas horas simplesmente desfrutando. Eu pensei que talvez pudesse estar mais atenta e não deixasse passar tão depressa os momentos mais felizes.
Eu escreveria mais e mais poesia. Eu leria mais e mais. E, quem sabe, assim, sem nenhuma pretensão, eu desenhasse e colorisse.
Eu dançaria de braços abertos e cantaria sem me preocupar com lá, com ré, nem fá, nem nada. Eu sentiria o cheiro do capim e da chuva na terra da praça.
Eu saborearia vagarosamente maçãs com canela e nozes e castanhas e passas e rabanadas.
Eu seria gentil o tempo todo. Eu simplesmente acreditaria. Eu dividiria e consolaria. Eu riria e gargalharia. E seria bom, muito bom...
É porque eu gosto de futuro de pretérito. Ele me faz imaginar possibilidades improváveis. Mas é Natal e Natal é tempo de presente. Então eu desejo a vocês, no presente,
muitos dias cheios de poesia!
Cristina Villaça
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
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